sábado, 9 de março de 2013

Saiba como tratar os indesejados vasinhos, microvarizes e varizes nas pernas



Especialista explica quais são os tratamentos indicados e quando se preocupar com a aparência dos vasos

Você já notou nas pernas alguns vasinhos vermelhos e até roxo? Se além de notar estas alterações também sente dores ou sensação de peso nas pernas é hora de buscar um diagnóstico com um especialista em angiologia. Estas marcas indesejáveis podem ser apenas um desconforto estético ou indicar alguma doença venosa crônica, ou seja, varizes.

Os vasinhos aparecem quando os vasos finos localizados na parte superficial da pele dilatam, devido a alguma pressão em suas paredes. Este processo causa o aparecimento dos ramos vermelhos e arroxeados. As microvarizes são pequenas veias salientes e de coloração esverdeada. Estas representam o início do aparecimento das varizes e alimentam os vasinhos.

Já as varizes são dilatações das veias superficiais das pernas que ocorrem devido ao enfraquecimento da parede da veia. Este quadro pode provocar dor, edema, cansaço, câimbras e sensação de peso nas pernas.  Entender o problema é simples. Quando o paciente fica em pé, o sangue das pernas deverá subir pelas veias pelas veias contra a gravidade, sendo impulsionado por um bombeamento que utiliza os músculos da panturrilha e do pé. Qualquer situação que aumente a pressão no interior das veias predispõe ao aparecimento das varizes

Segundo o especialista em angiologia e cirurgia vascular Charles Angotti, calcula-se que as varizes atinjam 20% da população, sendo três vezes mais freqüentes nas mulheres do que nos homens. “As mulheres têm mais predisposição devido a influência dos hormônios femininos como o estrogênio. Além disso, a incidência aumenta com a idade, principalmente se estiver associada a fatores hereditários”, explica. As profissões que exigem ficar muito tempo de pé ou sentado por várias horas são capazes de piorá-las. Outros fatores agravantes para quem sofre de varizes são o sedentarismo, a obesidade, o número elevado de gestações e o tabagismo. 

Quando o vasinho pode preocupar?
Os vasinhos são problemas estéticos, indolores e não causam problemas de saúde. O paciente que se incomodar com a presença e a saliência dos vasinhos pode procurar um especialista para indicar o melhor tratamento para rompê-lo. Para estes vasinhos existem dois tipos de tratamento, a Escleroterapia e o Laser.

A Escleroterapia é um método químico, conhecido pelo alto índice de bons resultados sendo utilizada há anos. “Consiste na injeção de um líquido esclerosante no interior do vaso e raramente traz complicações”, afirma Angotti. “A Escleroterapia é feita em consultório médico e o número de sessões varia de acordo com a quantidade de vasinhos e a resposta de cada paciente. Praticamente não existem restrições”, completa. Quem realiza a Escleroterapia deve ter alguns cuidados durante o tratamento, como não tomar sol nas pernas para evitar manchas.

Já o tratamento a Laser é uma fonte de luz intensa que emite um pulso sobre a pele. “O Laser é absorvido pelo vaso destruindo a sua porção interna. Só que ele não substitui totalmente a Escleroterapia e sim representa uma arma a mais no tratamento dos vasinhos”, explica Angotti.

Tratamento e cirurgia
O tratamento das microvarizes consiste na sua remoção por meio de uma cirurgia simples que pode até ser realizada com anestesia local e não necessita muitos dias de repouso. Nesta cirurgia as microvarizes são removidas através de pequenas punções e com a utilização de instrumentos em forma de ganchos, bem finos, muito semelhantes às agulhas de crochê.

Na maioria das vezes as incisões na pele são tão pequenas que não precisa dar pontos e quase não se percebe a cicatriz.  Já as varizes propriamente ditas ocorrem quando há progressão das microvarizes. A evolução é lenta, mas com o passar dos anos as veias superficiais atingem tamanhos bem maiores que o normal.

Existem ainda, os casos em que a veia safena também se tornará comprometida. “É geralmente neste estágio que aparecem complicações mais graves, como inflamação, sangramento, ferida e até trombose. Nestes casos a solução também é a cirurgia, sendo a técnica utilizada muito semelhante à das microvarizes, incluindo o tratamento concomitante da veia safena quando esta não puder ser preservada”, explica Angotti.

Recuperação
Antigamente a recuperação era mais lenta e dolorosa. Hoje, no entanto, todo o procedimento é realizada de maneira a causar o mínimo de trauma possível, fazendo com que os pacientes se recuperem o mais rápido possível. A recuperação pós-operatória completa varia de 1 a 2 semanas, podendo voltar as atividades habituais.





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