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Correr: um esporte que exige força de vontade e preparação



Apesar de parecer uma prática física fácil, tênis e roupas adequadas, tempo para treinar e boa alimentação são essenciais para unir saúde e condicionamento

O número de pessoas que praticam corrida no Brasil cresceu nos últimos anos, assim como as provas de ruas organizadas, o que fez o esporte ganhar mais adeptos no país. Na maioria dos casos, os praticantes começam a correr para perder peso, manter a boa forma física e melhorar a qualidade de vida. Além disso, os benefícios se estendem para a saúde cardiovascular, o sistema ósseo e na melhoria da circulação sanguínea, que ajuda no combate a celulite

Mas para começar a correr não basta força de vontade e empolgação, alguns cuidados devem ser tomados antes de praticar a atividade. O primeiro passo para quem deseja correr é fazer uma avaliação médica, com exames clínicos, análise do histórico familiar e dos objetivos com o esporte. Além disso, é essencial que o novo corredor tenha auxílio de um professor de educação física para montar um treinamento específico.

Após a avaliação médica, é hora de escolher roupas e tênis adequados, que também podem ser recomendados por profissionais. “No momento da avaliação, o profissional de educação física também pode detectar o tipo de pé e pisada do aluno e orientá-lo quanto ao melhor modelo e marca”, conta o professor de educação física Eduardo Cruz.

Já para as roupas, é recomendado o uso de trajes leves que permitam a troca de calor com o ambiente. “Se a prática da atividade acontecer durante o período noturno em rua com movimento de veículos, a roupa deve ter material refletivo para que o atleta fique mais visível aos motoristas. Quem é iniciante também deve buscar locais planos para a prática esportiva e evitar os horários que a intensidade do sol é maior”, sugere Cruz.

Com avaliação física, tênis e roupas adequadas, a corrida já pode ser praticada. E para quem está começando a correr, a dica de Cruz é iniciar os treinos de duas a três vezes por semana, priorizando os alongamentos e o aquecimento antes de começar. “O alongamento é essencial antes e depois da corrida. Após alongar todo o corpo deve-se fazer de três a cinco minutos de aquecimento, com uma caminhada progressiva até chegar a um trote ou a corrida”, afirma.

Segundo Cruz, os períodos de trote ou corrida devem ter no máximo de 15 a 20 minutos, com o praticante alternando entre um minuto de corrida e um minuto de descanso ativo (caminhada). “Após quatro semanas de treino, o aluno pode passar a fazer corridas com o ritmo mais forte e longo”, sugere.

Apesar do início difícil, principalmente para quem é sedentário ou está com sobrepeso, com força de vontade é possível praticar a corrida. É o caso da psicóloga Tânia Cislinschi, que passou cinco anos fazendo apenas caminhada. “Todo começo é sempre difícil, você acha que não vai conseguir se superar. Corria 60 metros e já sentia o coração disparar, desanimava, mas nunca desisti, até porque via pessoas com disposição e persisti”, conta Tânia, que hoje corre até quatro vezes por semana e já completou uma prova de 12,5 km.

Corrida x Alimentação

Quem vai correr também deve cuidar da nutrição. Antes da atividade física é aconselhado à ingestão de alimentos com carboidrato, que fornecem a energia que será gasta durante o exercício físico. Pão branco, arroz, macarrão, milho, batata, mandioca e mel são alguns dos alimentos ricos em carboidrato. A hidratação também é necessária e nada é melhor que a água, que deve ser tomada durante o treino.

Para quem insere a prática da corrida no dia a dia, os ganhos não ficam apenas na perca de peso, na boa forma física e um corpo mais bonito. A saúde e o bem-estar também são beneficiados pela atividade física. “Até o humor e o sono mudam para melhor”, afirma Tânia. 


























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MMA entra para a programação de lutas das academias



Treino de 1h30 pode queimar até 2 mil calorias

Com golpes de chutes, cotoveladas e socos muito parecidos com o estilo praticado pelos campeões de luta que ganharam fama no ringue em 2011, algumas academias já oferecem uma nova modalidade para queimar calorias, o MMA. Em inglês, o MMA significa artes marciais mistas, antes conhecido como vale-tudo.

Após a fama conquistada na TV durante as competições profissionais, o interesse começou a surgir e já tem quem seja especialista no assunto. É o caso do professor de MMA e Jiu-Jitsu da academia Rio Sport de Minas Gerais, Marcelo Azevedo, que está no comando de uma turma de 30 alunos.

O profissional é responsável pelas aulas com duração de 1h30 que se dividem em um mix de atividades intercalando treinos de Boxe, Muay Thai, Westling e Jiu-Jitsu, além do período de aquecimento e alongamento. “Durante a aula colocamos em prática todos os movimentos das lutas e treinamos o MMA. Um aluno, na maioria do tempo, pratica com um parceiro, mas em algumas etapas podem haver treinos individuais”, explica.

Para quem deseja perder calorias o MMA é uma ótima opção. De acordo com Azevedo, dependendo da intensidade do treinamento a perda calórica fica entre 1,2 mil a 2 mil calorias. “Todos os músculos são trabalhados durante o treino devido às misturas das artes marciais”, afirma.

Além da perda calórica, o MMA oferece benefícios para o bem-estar do praticante, aumento da autoestima e o desenvolvimento da confiança. “O aluno fica mais sereno, seguro e ganha controle emocional. Isso ajuda a enfrentar o dia-a-dia com mais humor e satisfação”, explica o especialista Marcelo Azevedo. Sem contra-indicações, o MMA pode ser praticado a partir de 5 anos de idade. “Temos desde crianças, que aprendem o esporte de forma lúdica e divertida, a atletas com 52 anos”, completa.

Novidade ou esporte?
Quem pensa que o MMA chegou apenas pela fama das competições da TV e pela repercussão gerada pela mídia está enganado. O esporte teve início em 1950 com a família Gracie, que desafiava outros lutadores para mostrar a eficiência do Jiu-Jitsu. “Atualmente, o MMA veio para ficar, pois as pessoas passaram a enxergá-lo como um esporte e uma forma de condicionamento físico também”, conclui Marcelo Azevedo.



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Pratique Muay Thai! Exercício traz benefícios para a saúde e deixa o corpo em forma



Luta ganha espaço nas academias e conquista homens e mulheres
O Muay Thai, luta que ganhou adeptos nos últimos anos, é um o esporte nacional da Tailândia e uma arte marcial em que as origens se encontram nas antigas técnicas de luta do Exército Siamês. A repercussão? O esporte queima muita caloria, pois se utiliza de socos, cotoveladas, joelhadas e, por isso, é considerado uma luta completa. Vale lembrar, que todos os movimentos não incentivam a violência e sim a movimentação corporal acompanhada de música.
Segundo o professor de Muay Thai, Fernando Sales, a luta melhora diferentes funções do corpo. “Todos os benefícios não aparecem de uma hora para outra. É necessário fazer um mês para começar sentir mudanças. Durante os exercícios, perde-se muito peso e o condicionamento físico melhora em 80%”, explica.
Normalmente, a dúvida dos que procuram a luta é se realmente ha segurança na hora de praticar o esporte, mas é preciso estar atento quanto a alguns detalhes. “Hoje já temos protetores que evitam machucados graves, mas é sempre bom ficar em alerta. É sempre importante o uso de luvas, protetor bucal, caneleira e proteção genital para os homens e nos seios para as mulheres”, afirma Sales.
Para ele, outro ponto muito importante é, antes de começar a fazer a luta, notificar se os professores estão realmente preparados para ensinar o Muay Thai. Uma dica é se orientar pela Confederação Brasileira do Muay Thai (http://www.cbmuaythai.com.br/). No portal é possível encontrar os professores e escolas cadastradas com profissionais do ramo, garantindo segurança e confiabilidade para quem decidir praticar o esporte.
Esporte x Defesa Pessoal
A luta pode ser uma solução para quem procura praticar um esporte e para quem deseja saber e ter defesa pessoal. Com o Muay Thai, o indivíduo trabalha todo o corpo e faz golpes com os punhos, cotovelos, joelhos e pés, com o objetivo de finalizar a luta.
Sales diz que qualquer pessoa pode praticar a modalidade. “Tanto homens quanto mulheres podem aprender a luta, embora ainda seja uma preferência masculina. As crianças podem começar o Muay Thai a partir dos 7 anos. Não existe uma idade de “aposentadoria”, mas o lutador deve saber que para continuar a luta é necessário ter condicionamento físico”, comenta.
Mas, mesmo sendo prática para todas as idades, é necessário consultar um médico para saber se realmente está apto para aprender a luta. Normalmente há contra indicações com indivíduos que sofreram acidente ou que tenham problemas de coluna. “Caso os médicos proíbam de fazer qualquer esporte ou lutas, não desobedeça, pois pode gerar problemas graves no futuro, em função de lesões inesperadas”, explica Sales.

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