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Vai adotar um cachorro?



Confira dicas para escolher a raça que melhor combina com você

Muitos cães e gatos precisam ser adotados por um lar com donos que dêem carinho e todos os cuidados essenciais para o seu bem-estar. Adotar um cachorro, seja vira-lata ou de raça, exige responsabilidade e conhecimento, afinal, escolher a raça que mais combina com você, só mesmo pesquisando.

A primeira dica para quem está em busca de um cachorro é observar como é a sua própria personalidade e estilo de vida. A partir disso, perguntar ao canil, ONG ou entidade de proteção animal, qual cão é mais dócil, tranqüilo e se convive bem com crianças, assim como com outros animais. Vale questionar se o animal late muito ou não e se o tamanho do cachorro é compatível com a casa ou apartamento do dono.  

Para o médico veterinário Leonardo Lucas, quem mora em apartamento deve ter mais cuidado na hora de escolher a raça do cachorro. “Bulldog francês, Chihuahua, Jack Russell Terrier,  Lhasa Apso, Poodle Toy, Spitz, West Highland Terrier, Yorkshire Terrier, Bulldog Inglês, shih tzu, Schnauzer, Golden Retriever e Pastor Shetland são as mais indicadas para apartamento. Já para casas, qualquer raça de pequeno, médio e grande porte podem ser escolhidas”, afirma.

Observar o temperamento do cachorro antes de adotá-lo pode ser uma boa tarefa, porém, não será isso que definirá o comportamento do cão no futuro. “Qualquer raça pode ser calma e tranqüila, o comportamento do dono é que irá influenciar se o animal será ansioso, calmo ou agitado”, explica Lucas. “Cada cão, seja de raça ou vira-lata, tem suas particularidades. Qualquer animal exige cuidados”, completa.

De filhote a idoso
Todos os filhotes são fofos e é fácil gostar deles quando são ainda bebês, mas muitos donos insistem em abandoná-los depois da adoção. O motivo principal, segundo Leonardo Lucas, é que o trabalho que representam para os donos. Por isso, antes de adotar qualquer animal, o dono precisa ter consciência e pensar no futuro, pois animal cresce e passa a ter novas necessidades e custos.

“Comprar ou adotar um cão é um ato de responsabilidade! Muitos cães são abandonados quando os donos descobrem que eles dão mais trabalho do que imaginaram a princípio, é preciso estar consciente que um cachorro significa mais um membro na família. Eles demandam trabalho e novas despesas, porém, se ganha um novo companheiro e um amigo fiel”, afirma. 

Para a consultora de imagem Vanessa Versiani, que possui dois cães da raça Lhasa Apso e dois gatos vira-latas, é importante ter disposição para cuidar do animal, mesmo quando ele já está com idade. “É preciso lembrar que um animal de estimação vive de 15 a 20 anos e quando estiver idoso vai precisar de mais cuidados. O dono tem de estar disposto a cuidar dele mesmo quando precisar de remédios, consultas veterinárias e acompanhamento frequente”, explica.

Comportamento...Do dono!
Depois que o cachorro já se tornou um membro da família, é hora de se preocupar com a educação do animal. O dono também deve se atentar que o seu comportamento pode influenciar o modo como o cachorro lida com as situações.
Para o veterinário Leonardo Lucas, o proprietário deve ser um humano capaz de liderar uma matilha, tornando o seu cão obediente e submetido. “Para repreender o animal deve-se utilizar principalmente o olhar e o tom de voz, pois gritos e surras não adiantam para adestrá-lo e só servem para o tornar inseguro e medroso. Portanto, submissão e agressividade são comportamentos que o dono de um cão nunca deve apresentar”, explica.

Custos
Para quem está planejando adotar um animal, vale lembrar que o custo para mantê-lo saudável é alto, mas compensador. “Os custos variam de acordo com o porte e raça. Os gastos com os cuidados básicos como vacinas, ração, banho e tosa variam de R$1 mil reais e podem chegar a R$6 mil reais ao ano. Sem contar com os custos de consultas veterinárias, cirurgias e mimos que podem elevar ainda mais o orçamento”, afirma Lucas.
Itens como caminha, vasilha de água e ração, shampoo, cremes apropriados e petiscos também fazem parte do orçamento, mas ter um amigo fiel compensa qualquer custo.



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Com carinho, recompensas e atenção, cães e gatos podem ser treinados a partir dos dois meses de vida

Dos mais calmos aos mais agitados, bons modos e educação para o seu animal são sempre bem-vindos, principalmente se o cão ou gato convive em um condomínio, acompanha seu dono em parques, divida espaço com outros animais ou passeie pelas ruas. Por isso, não estresse, adestre! Educar seu cão pode não ser tão difícil quanto parece, basta um pouco de dedicação e alguns treinos feitos em casa.

Um simples adestramento pode ensinar seu animal a fazer suas necessidades em lugares determinados, a não subir no sofá e destruir os móveis da casa, a sentar e deitar, aprender a dar a pata, etc. Para isso, basta seguir algumas dicas.  

A primeira é aproveitar a juventude do seu cão, pois é mais fácil dele assimilar os aprendizados e as coordenadas do dono. Com dois meses de vida já é possível fazer alguns treinos no mínimo duas vezes por semana.  A postura do treinador também é importante. “Use um tom de voz firme, mas não grite e nem repita o que você fala para o seu animal. Tratar o animal com carinho, dar atenção a ele e sair para passear são cuidados importantes para quem tem um bicho de estimação”, explica o adestrador Wilson Rosa.

Quando o animal ainda é filhote o dono já pode mostrar onde o cão ou gato deve fazer suas necessidades. Para isso, é necessário observar os horários que o animal costuma urinar ou evacuar. “Nessas horas, leve-o até onde está o jornal, fique ao lado dele, mostre o lugar e o elogie assim que ele fizer certo. Durante esse treinamento, é importante no momento de trocar o jornal, deixar um pedaço do antigo para que o cachorrinho associe o cheiro à ação”, afirma Rosa.

Agora se o objetivo do dono é evitar que o cachorro destrua os objetos da casa, ofereça a ele coisas que ocupem seu tempo e sirvam como atividade física e mental. Os brinquedos que fazem o animal buscar um petisco escondido podem ser uma boa alternativa. “Os brinquedos estimulam o animal a procurar o alimento, é um jogo lúdico. Isso trabalha com os extintos do cachorro, ajudando até a melhorar o comportamento de animais com sinais de agressividade ou que estão doente”, diz o veterinário Dalton Ishikawa, que trabalha com produtos desenvolvidos para estimular bichos de estimação.

Já se o objetivo é ensinar truques, como dar a pata, rolar, mandar buscar objetos e fingir de morto, vá com calma nos treinamentos e saiba respeitar o tempo que seu bichinho demora para aprender. “Use sempre petiscos e nunca deixe de fazer elogios quando ele acertar. Isso serve para qualquer cachorro, independente do seu tamanho. Todos os adestramentos podem ser iguais, não existe diferença de como ensinar um cachorro maior ou menor”, afirma o adestrador Wilson Rosa.

Gatos x Adestramento

Se você tem um gato e acha que é impossível adestrá-lo, está enganado. O que muda entre cães e gatos é o método de ensino, os cachorros possuem uma forma de treinamento e os gatos outra. “São características diferentes. O gato é um felino, com extintos distintos do cachorro. O gato não está acostumado a viver em matilhas e tem uma atividade física menor”, afirma Dalton Ishikawa.

Por isso, quando quiser acabar com algumas atitudes que não gosta em seu gato, tome cuidado com as punições. Os felinos não estão preparados para lidar com castigos vindos do seu dono, assim o animal pode passar a ser agressivo ou evitar o convívio com a família. Busque adaptar o ambiente da sua casa para que seu gato não faça mais o que não deseja e sempre faça um agrado quando ele deixar de fazer algo errado.

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